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Uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com base em dados do Datafolha, revelou uma mudança significativa nas preferências profissionais da Geração Z — grupo formado por jovens nascidos entre 1995 e 2010. O levantamento mostra que mais de 60% dos entrevistados preferem não seguir o modelo tradicional de trabalho regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Segundo os dados, a maioria dos jovens busca alternativas mais flexíveis, como o trabalho remoto ou com horários adaptáveis, características que contrastam com a rigidez do regime formal. A pesquisa também aponta que cerca de metade dos jovens que já estão empregados manifestam o desejo de mudar de área, o que reforça a tendência de busca por maior realização pessoal e profissional.
Além da flexibilidade, os fatores que mais influenciam a escolha de um emprego entre os jovens são os salários e benefícios, citados por 36% dos participantes. Já 29% destacam o ambiente de trabalho como o aspecto mais importante na vida profissional.
O estudo indica que a Geração Z está redesenhando as expectativas em relação ao mercado de trabalho, priorizando autonomia, qualidade de vida e propósito, em detrimento da estabilidade tradicional oferecida pelo regime CLT.